Imagem: abril 2009, semana 1

Michelle Obama e a Rainha

Michelle Obama e a Rainha

É, ela tem personalidade.

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God Bless America!

O título não poderia ser mais sugestivo e eu não poderia deixar de falar no assunto. Mas eu não vou escrever sobre especulações acerca do 11 de setembro de 2001. Sobre isso, muito já foi falado. O documentário Fahrenheit 9/11 está aí para isso. E o que dizer de que, dias depois, saiam notícias de um possível ataque ao Brasil (e eu fiquei pensando que os terroristas não teriam dificuldade em burlar nossa segurança, mas sim em achar o que derrubar…)? O ataque às Torres Gêmeas pode ter as mais variadas causas, mas o mais importante hoje, sete anos depois, é pensar nas conseqüências.

É pensando nas conseqüências que trago três textos muito bons sobre o assunto. Primeiro, “O ataque foi contra Deus”, de Ricardo Gondim, fala sobre o que mudou quanto à religiosidade depois dos ataques. Segundo, o sermão pregado pelo pastor da Times Square, cinco dias após os atentados – é de assustar a atualidade deste texto! Parece mesmo ter sido escrito hoje. E por último, “A utopia das utopias” – sobre esse eu não vou comentar, deixo que descubram sozinhos. Todos os textos foram retirados da Revista Ultimato.

Pode ser estranho, mas esses textos enfocarão o perdão. Em sua coluna na revista Época, o filósofo Olavo de Carvalho chama de “fariseus, santarrões e terroristas de batina” aqueles que fazem apologia de um possível perdão americano aos responsáveis pelo ataque terrorista do dia 11 de setembro (Época, 1/10/2001, p. 111). Idealista, eu? Vejamos:

O perdão pode ser injusto — e ele é, por definição —, mas pelo menos fornece um meio de parar com o carro da dedicação cega da retribuição.

A história mostra que a graça tem o seu próprio poder. Grandes líderes como Lincoln, Gandhi, King, Rabin e Sadat me vêm à mente; todos eles pagaram o preço máximo por desafiar a lei da não-graça e podem ajudar a criar um clima nacional que conduza à reconciliação.

Como seria diferente a história moderna se Sadat e não Saddan governasse o Iraque. Ou se um Lincoln surgisse das ruínas da Iugoslávia.

É esperar demais que os elevados ideais éticos do evangelho — no qual o perdão se encontra no âmago — sejam transportados para o mundo brutal da política e diplomacia internacional? Neste mundo, que chance tem uma coisa tão etérea como o perdão?

Divorciado do perdão, o monstruoso passado pode despertar a qualquer momento da hibernação para devorar o presente. E também o futuro.

Philip Yancey, editor da Christianity Today, a mais respeitada revista evangélica dos EUA e autor de vários livros, publicados também no Brasil. Do capítulo “Acerto de Contas” de seu Maravilhosa Graça (pp. 113-125).

Jogar comida para pessoas que você está bombardeando é como colocar um band-aid numa grande ferida que você mesmo abriu.

Sara Roy, do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Harvard, em entrevista à Folha de São Paulo de 9/10/2001.

Jogar coisas do céu é mais uma jogada de marketing do que um esforço bem preparado de auxílio.

Porta-voz da Oxfam, uma das maiores agências humanitárias do mundo.

Agora, deixo a vocês os textos. Boa leitura e comentem!

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