O pior cego é o que não quer ver

Matéria retirada do jornal O Nerd.

Você sabe de onde vem a expressão “o pior cego é o que não quer ver”?

Significado: diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.

Origem: em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que, assim que passou a enxergar, ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi parar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

Era melhor encarar a realidade ou viver na ilusão do mundo que ele criou, enganando-se? Isso é que o que se pode chamar de escapismo! Está bem que o mundo é decepcionante, mas se esconder como os anões em A Última Batalha (As Crônicas de Nárnia), presos em suas mentes, é ainda mais triste.

Olá, mundo! (enquanto ainda há mundo)

“Olá, mundo!” é o título de todo primeiro post – criado automaticamente – de qualquer blog no WordPress, como este que vocês lêem agora. Já o “enquando ainda há mundo” é o que mais caracteriza o que vou escrever.

Estava pensando em postar algo TOTALMENTE diferente, quando vi um tópico novo em uma das minhas comunidades. Pois bem, amanhã (dia 10 de setembro de 2008 – véspera dos 7 anos de atentado às Torres Gêmeas) entrará em funcionamento a maior máquina já construída em todos os tempos (!): o LHC (Large Hadron Collider, ou Grande Colisor de Hádrons, físicos e sua mania de siglas…). O LHC é uma poderosa engenhoca que acelera partículas até a velocidade de 99,99997% da velocidade da luz. As partículas que serão usadas chamam-se “hádrons” (são, nesse caso, prótons). Os hádrons serão acelerados e levados a colisão. Tudo isso se passará em um túnel subterrâneo entre a França e a Suíça, próximos à CERN (Organização Européia para Pesquisa Nuclear – sigla em francês), envolvendo a temperatura absurda de -271,25ºC.

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