O Primeiro Pecado do Homem

Começarei a transcrever aqui no blog uma série de textos relacionados ao cristianismo e à vida cristã: verdadeiros tesouros desta literatura.

O primeiro texto que publico é chamado “O primeiro pecado do homem” de Watchman Nee, sobre a relação do pecado de Adão e os demais após esse.

INFORMAÇÕES

Título: O primeiro pecado do homem

Autor: Watchman Nee

Livro: “O Mensageiro da Cruz”

Data: 1926

Temas: pecado, ego, virtude, autoconfiança, confiança

Bíblia: Gênesis

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Gênesis 2:9) E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

16) Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;

17) mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 3: 1) Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

2) Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,

3) mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.

4) Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.

5) Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

6) Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.

7) Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

8 ) E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

Neste estudo, gostaríamos de ver como foi que o primeiro homem pecou, e recebê-lo como admoestação para nós hoje. Pois como foi o primeiro pecado, assim serão todos os pecados depois dele. O pecado que Adão cometeu é o mesmo que todos nós cometemos. De modo que, conhecendo o primeiro pecado, podemos compreender todos os pecados do mundo. Pois, segundo a perspectiva bíblica, o pecado possui um único princípio.

Em todo pecado, podemos ver o “ego” em operação. Embora hoje em dia as pessoas classifiquem os pecados em um sem-número de categorias, entretanto, falando por indução, há somente um pecado básico: todos os pensamentos e ações que constituem pecado estão relacionados com o “ego”. Em outras palavras, embora o número de pecados no mundo seja deveras astronômico, o princípio subjacente a cada pecado é somente um – tudo o que satisfaz o ego. Todos os pecados são cometidos por causa do ego. Se faltar o ego, não haverá pecado.

Examinemos este ponto mais atentamente.

– O que é o orgulho? Não é uma exaltação do ego?

– O que é o ciúme? Não é o temos de ser suplantado?

– O que é a emulação? Nada mais é que a luta para ser melhor do que os outros.

– O que é a raiva? É a reação pela perda sofrida pelo ego.

– O que é o adultério? É seguir as paixões e lascívias do ego.

– Não é a covardia o cuidado que se dá à fraqueza do ego?

Ora, é impossível mencionar todos os pecados, mas se examinássemos a todos, um por um, descobriríamos que o princípio de todos eles é o mesmo: algo que de alguma maneira se relaciona com o ego. Onde quer que se encontre pecado, aí também estará o ego. E onde quer que o ego for ativo, ali também haverá pecado à vista de Deus.

Por outro lado, ao examinarmos o fruto do Espírito Santo – que representa o testemunho cristão – facilmente veremos o oposto: nada mais são do que atos desprendidos do ego.

– O que é o amor? Amor é apreciar os outros sem pensar no ego.

– Que é a alegria? É olhar para Deus a despeito do ego.

– Paciência é desprezar nossa própria dificuldade.

– Paz é deixar a perda de lado.

– Gentileza é não prestar atenção a nossos próprios direitos.

– Humildade é esquecer-se dos méritos próprios.

– Temperança é o ser sob controle.

– Fidelidade é domínio próprio.

Ao examinarmos todas as virtudes cristãs, discerniremos que a não ser pela libertação do ego ou do seu esquecimento, o crente não possui outra virtude. O fruto do Espírito Santo é determinado por um único princípio: a perda total do ego.

Mencionei somente algumas virtudes e alguns pecados, mas acho que são suficientes para provar que pecado é seguir o ego, ao passo que virtude é esquecer-se do ego.

Se compreendermos esses dois princípios, poderemos diariamente observar todos os vários pecados e julgar se cada um deles relaciona-se com o ego ou não. Mas me permita dizer-lhe claramente que à parte do ‘desprendimento’  humano não há virtude, e à parte do seu ‘egoísmo’ não há pecado. O ego do homem é a raiz de todos os males.

Nas passagens que lemos no início deste capítulo, vimos que existiam duas árvores no jardim do Éden, e que Adão, ao comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, trouxe o pecado ao mundo. Examinemos mais atentamente as duas árvores mencionadas. Usarei palavras para representar o significado de ambas as árvores. O significado da árvore do conhecimento do bem e do mal é independência, e o da árvore da vida é confiança.

Examinaremos primeiro a árvore do conhecimento do bem e do mal. De saída devemos compreender que comer do fruto desta árvore em si não é o grande pecado. Aqui, Adão não cometeu adultério, assassínio, nem muitos outros pecados imundos. Simplesmente comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ora,  embora o que Adão cometeu não fosse algum pecado horrível, não obstante, o comer do fruto dessa árvore fez com que não somente ele caísse, mas também toda sua descendência; dessa forma, enchendo o mundo de pecados. Embora o pecado cometido por ele não fosse horrível, seu ato deu ensejo a toda sorte de pecados. Segundo nossa lógica, se o primeiro pecado do homem for o ‘gerador’ de todo pecado do mundo, esse primeiro pecado deve ser o mais horrível de todos. Entretanto, o que vemos aqui é meramente um homem comendo fruto demais. Em certo sentido, portanto, é de aparência inofensiva.

Por que isto é assim? Deus vê o pecado de Adão como espécime típico de incontáveis pecados a serem cometidos por todos os homens depois dele. Deus deseja que compreendamos que não importa qual seja a natureza do pecado de Adão, essa também será a natureza dos múltiplos e variados pecados que o mundo cometerá depois de Adão. Externamente o pecado pode ser polido ou rude, mas sua natureza e princípio permanecem sempre os mesmos. O pecado de Adão não é mais que seguir sua própria vontade. Uma vez que Deus lhe havia proibido de comer desse fruto em particular, ele devia completamente ter-se desfeito de sua inclinação e obedecido a Deus. Mas ele desobedeceu e comeu o fruto, segundo sua própria vontade. E assim ele pecou. Daí se depreende que o pecado de Adão nada mais foi que agir fora de Deus e segundo sua própria vontade. Embora os pecados cometidos pela descendência de Adão diferissem grandemente do seu em aparência (pois não há outra pessoa que possa cometer o mesmo pecado que Adão cometeu), em princípio, também agiram segundo sua própria vontade; logo, seus pecados têm a mesma natureza.

– É pecado conhecer o bem e o mal?

– Não é virtude conhecer o bem e o mal?

– Deus conhece o bem e mal (Gn 3:5, 22)

É pecado ser igual a Deus? Por que, pois, o ato de Adão torna-se a própria raiz de todo o pecado e miséria humanos? Por que motivo?

Embora tal ação aparentemente seja boa, Adão agiu sem o mandamento ou promessa de Deus. E, ao tentar conseguir esse conhecimento fora de Deus, segundo seu próprio ego, Adão pecou.

Agora percebemos o significado da palavra ‘independência’.

O propósito o Senhor ao salvar o homem e também ao criá-lo é que o homem confie n’Ele. Eis o significado da árvore da vida: confiança. “De toda árvore do jardim comerás livremente”, disse Deus a Adão, “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. Dentre todas as árvores cujos frutos podiam ser comidos, Deus menciona especialmente a árvore da vida em forte contraste com a árvore do conhecimento do bem e do mal. “E também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Ao notarmos a menção particular de Deus à árvore da vida, devemos reconhecer que de todas as árvores comestíveis esta é a mais importante. É desta árvore que Adão deveria ter comido primeiro. Por que isto é assim?

A árvore da vida representa a vida de Deus, a vida não criada de Deus. Adão é um ser criado, portanto, não possui esta vida não criada. Embora a esta altura ele ainda esteja sem pecado, não obstante, é apenas natural, uma vez que não recebeu a vida santa de Deus. O propósito de Deus é que Adão escolha o fruto da árvore da vida por sua própria vontade para que se relacione com Deus pela vida divina. Assim, Adão, de simples criatura de Deus, chegaria ao novo nascimento. O que requer de Adão é que negue sua vida natural e se una a Ele pela vida divina, destarte vivendo diariamente pela vida de Deus. Este é o significado da árvore da vida. O Senhor queria que Adão vivesse por essa vida que não era dele originalmente.

Watchman NeeLogo, temos aqui o sentimento distinto da independência, a confiança. Pois quando o ser criado vive por sua vida natural, não precisa depender de Deus. Esta vida natural é autônoma e auto-preservadora. Mas, para que o ser criado viva pela vida do Criador, ele tem que ser totalmente dependente, pois a vida que levaria então não seria sua, mas de Deus. Ele não poderia ser independente de Deus, mas teria que manter constante comunhão com Ele e confiar completamente n’Ele. Essa é a vida que Adão não tem em si mesmo e, logo, deve confiar em Deus a fim de recebê-la. Além disso, essa vida – se recebida por Adão – é a que ele não poderia levar por seu próprio esforço; por isso teria que depender de Deus continuamente a fim de preservá-la. Assim, a condição para preservá-la tornar-se-ia a mesma condição para recebê-la. Adão teria de depender dia a dia, a fim de viver esta vida anta de uma maneira prática.

Tudo isto que temos dito com respeito a Adão, Deus também o exige de nós. Na época de Adão, a vida de Deus e a vida do homem estavam presentes no jardim. Hoje,a vida divina e a vida humana estão presentes em nós. Nós os que cremos no Senhor e somos salvos, nascemos de novo –  isto é, nascemos de Deus; e assim temos uma vida de relacionamento com Deus. A vida da criatura está em nós, mas também está a vida do Criador. O problema atual então é se vivemos ou não pela vida divina – se nossa vida depende ou não totalmente de Deus. Assim como nossa carne não pode viver se estiver separada de sua vida natural, da mesma forma nossa vida espiritual não pode prosseguir se estiver separada da vida do Criador.

Deus não deseja que tenhamos nenhuma atividade fora d’Ele. Deseja que morramos para nós mesmos e sejamos dependentes d’Ele como se não pudéssemos nos mover sem Ele. Ele não gosta que iniciemos nada sem Sua ordem. Ele se agrada de que realmente percebamos  nossa inutilidade e confiemos n’Ele de todo o coração. Devemos resistir a todas as ações independentes de Deus. As obras que não feitas sem oração e espera, sem procurar conhecer claramente a vontade divina, sem confiar inteiramente em Deus, e sem examinar nossa consciência, a fim de determinar se o ego ou a impureza estão misturados:  tudo isto provém de nós mesmos e é pecado à vista de Deus.

O Senhor não pergunta quão boa é nossa obra; Ele somente pergunta quem faz a obra. Ele não será movido pelo pequeno bem que você ou eu façamos. Ele não está satisfeito com nada a não ser a Sua obra. Você pode estar ativamente engajado na obra d’Ele e trabalhar muito. Você pode até mesmo sofrer por causa de Cristo e de Sua Igreja; mas se não tiver certeza de que é Deus que deseja que você realize a obra, ou se não compreender completamente sua própria ignorância e incompetência, e com muito temor e tremor se lançar sobre o Senhor, então, como Adão, você estará pecando à vista de Deus. Oh! Cesse sua própria obra! Não pense que pode fazer tudo o que seja bom. Você pode labutar e se esforçar segundo seu próprio prazer, mas terá pouca ou nenhuma utilidade espiritual.

Todos nós sabemos que o incrédulo, não importa quão boa seja sua conduta, não pode ser salvo por ela. Não conhecemos nós tantos não-crentes cuja conduta é recomendável? São amáveis, gentis, humildes, pacientes, muitas vezes ultrapassam a média dos cristãos em virtude. Por que, apesar da conduta invejável, ainda não são salvos? Porque todo este bem provém de sua vida natural, logo, não podem obter a aprovação de Deus. Deus somente se agrada do que pertence a Ele, do que procede d’Ele. Consequentemente, incrédulo algum pode agradar a Deus com seus próprios feitos.

O mesmo se aplica ao crente. Pensamos poder agradar ao Senhor com nossas boas obras zelosas? Precisamos compreender que, a não ser pela vida que Deus nos deu, não existe a mínima diferença entre nossa ego e o ego dos incrédulos. Os egos são absolutamente os mesmo. A vida natural do pecador e a vida natural do santo não diferem uma da outra. Se as boas ações realizadas pelos incrédulos mediante esta vida natural são rejeitadas por Deus, também o será o bem praticado mediante a vida natural pleos crentes.

É triste que esqueçamos tão prontamente a lição que antes tínhamos aprendido! Quando cremos no Senhor Jesus, Deus convenceu-nos por Seu Espírito Santo de que nossa justiça, a Seus olhos, para nada servia. Depois de sermos salvos, entretanto, de alguma forma, voltamos a imaginar que agora nossa própria justiça é útil e agradável a Deus. Devíamos saber que pelo fato de sermos salvos e nascidos de novo nossa velha vida não melhorou nem mudou em nada. A não ser pela vida nova recém obtida, nosso antigo ego permanece o mesmo.

O princípio que aprendemos na regeneração devia ser mantido continuamente. Uma vez que nós, quando incrédulos, não fomos salvos por nossas obras independentes, da mesma forma, nós, os crentes, não ganharemos a aprovação de Deus por nossas obras independentes. Tido o que é feito fora da dependência de Deus é desagradável a Ele. Quer proceda do pecado, quer do santo, a ação independente é rejeitada por Deus.

Você pode-se gloriar de quanto, como crente, tem feito; o quanto tem trabalhado, e até mesmo quanta bênção e fruto tem experimentado; ainda assim, aos olhos de Deus, estas não passam de obras mortas e sem utilidade alguma, pois todas elas são realizadas por você mesmo, e não pela operação divina em você.

Quão difícil é depender de Deus! Quão difícil é para os sábios confiarem! Quão árduo é para os talentosos confiar em Deus! Muitas vezes tornamo-nos ativos sem esperar que Deus nos dê força especial. É-os tremendamente difícil negar nosso talento, tornar-nos totalmente inúteis perante Deus e não depender da nossa capacidade, mas totalmente do Senhor. O Senhor deseja que neguemos a nós mesmos e a nosso poder e que reconheçamos a nossa fraqueza e inutilidade de nossas palavras e ações. A não ser que primeiro chegue o suprimento de Deus, não podemos dizer palavra alguma, nem realizar nada. É assim que Ele deseja que dependamos d’Ele, pois o que temos em nós mesmos sem dúvida nos afastará de Deus. Nosso talento, nossa sabedoria, nosso poder e nosso conhecimento, tudo tenderá a fortalecer nossa autoconfiança excluindo nossa confiança n’Ele. A menos que propositada e persistentemente neguemos nossa capacidade, jamais dependeremos de Deus.

Quando pequena, a criança depende de seus pais para tudo; mas quando cresce, possui em si mesma tal poder e sabedoria que procura independência em vez de dependência. Nosso Deus deseja que tenhamos com Ele um relacionamento permanente como crianças para que possamos continuamente confiar n’Ele.

Você acha que agora tem poder? Que já foi santificado? Que já foi enchido permanentemente com o Espírito Santo? Que suas obras já produziram frutos? Se assim for, essa maneira de pensar priva-lo-á de um coração dependente. É preciso que você mantenha a atitude e a postura de desamparo perante os homens a fim de fazer real progresso no caminho de Deus. Se permitir que o ego penetre sutilmente de modo que você considere a si mesmo como tendo tudo, deve compreender que não mais estará dependendo de Deus.

Eu, que agora falo com você, não tenho certeza alguma quanto a meu futuro. Não sei se ainda estarei pregando o evangelho no ano que vem. A menos que Deus me conservar até o ano que vem, pode ser que eu não possa servir; deveras, posso até mesmo nem seguir a Cristo. Digo isso com um coração angustiado, pois sei que não tenho meios de conservar a mim mesmo. Se Deus ão me conservar, confesso não ser por mim mesmo capaz de estar em pé no lugar humilde de hoje. Lembro-me de como estive a ponto de separar-me de Cristo muitas vezes desde o dia em que me tornei crente, mas louvo a Deus por ter-me conservado.

Permita-me dizer-lhe que, a não ser mediante o depender de Deus e confiar n’Ele momento a momento,  não conheço outra maneira de viver uma vida santificada. Se não dependermos do Senhor, não podemos saber quanto tempo podemos viver como crentes por um único dia.

Será que realmente percebemos isto? Ou será que ainda temos um pequeno poder com o qual sustentar a nós mesmos e ter sucesso em muitas coisas? Seja manifesto a todos que a autoconfiança é o inimigo da dependência de Deus. Deus deve levar-nos até nosso fim para que saibamos não existir bem algum em nós.

Não fosse por Sua graça, teríamos derrotas de todos os lados. Devemos chegar ao ponto que percebamos ser absolutamente indignos e não ter força alguma. Não ousamos ser autoconfiantes, nem ousamos tomar qualquer ação independente, fora de Deus. Devemos continuar prostrados perante Ele com temor e tremor, buscando Sua graça. De outra forma, nossa natureza fará com que nos consideremos competentes, tendo prazer em nossas próprias atividades e recusando-nos a depender de Deus.

Ao olhar para os anos passados, posso ver que muitos irmãos a quem conheci se desviaram. Ainda me lembro do que certo irmão me disse um dia: “senhor, agora conhecemos as Escrituras que o senhor prega; temos feito grande progresso e não estamos muito distantes de seus obreiros”. Que autoconfiança! Mas onde estão esses irmãos hoje? Também lembro-me de outro irmão dizer-me recentemente: “irmão Nee, pode ser que eu não conheça muita coisa, mas pelo menos conheço os ensinamentos bíblicos…”. Ao ouvir isto, imediatamente percebi que este irmão corria sério perigo. Hoje, ele também se desviou do caminho estreito. São muitas as tragédias similares que podemos recordar durante nossa vida. A causa principal de tais tragédias é a autoconfiança. A auto-confiança é a causadora de todas as derrotas.

O que Deus deseja que saibamos hoje é que não podemos depender absolutamente de nosso ego. Deseja que confessemos nossa fraqueza e inutilidade em todo o tempo. Deseja que tenhamos consciência do que nunca tivemos antes – isto é, deseja que estejamos cônscios de nosso total insuficiência e que admitamos que se não fosse por Seu poder conservador, não podíamos permanecer nem um momento, e que se não fosse por Sua fortaleza, nada podíamos fazer. Possamos nós ser quebrantados pelo Senhor hoje, para que não ousemos tomar nenhuma ação independente ou abrigar nenhuma atitude fora d’Ele. Doutra forma, o fim inevitável será a vaidade e a derrota.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

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